Um surto de gripe suína (também chamada gripe mexicana[1][2]) cujos primeiros casos ocorreram no México em meados do mês de março[3], vem se espalhando pelo mundo, tendo começado pela América do Norte, atingindo pouco tempo depois a Europa e a Oceania. O vírus foi identificado como Influenza A, subtipo H1N1, uma variante nova da gripe suína para a qual não existe uma vacina. Ele contém ADN típico de vírus aviários, suínos e humanos, incluindo elementos dos vírus suínos europeus e asiáticos. Os sintomas da doença são o aparecimento repentino de febre, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e fluxo nasal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 25 de Abril que a epidemia é um caso de "emergência na saúde pública internacional", significando que os países em todo o mundo deverão acentuar a vigilância em relação à propagação do vírus.[4] No dia 27 de Abril a mesma organização elevou o nível de alerta pandémico para 4[5][6], o que significa que se verifica transmissão pessoa a pessoa, com risco de surtos localizados.[7] Dois dias depois, no dia 29, OMS eleva para 5 o nível de alerta[8] — numa escala que vai de 1 a 6[9].
site oficial oms
www.omsdive.com
OMG'S
As Organizações não governamentais (ou também chamadas de organizações não governamentais sem fins lucrativos), também conhecidas pelo acrônimo ONG, são associações do terceiro sector, da sociedade civil, que se declaram com finalidades públicas e sem fins lucrativos, que desenvolvem ações em diferentes áreas e que, geralmente, mobilizam a opinião pública e o apoio da população para modificar determinados aspectos da sociedade. Estas organizações podem ainda complementar o trabalho do Estado, realizando ações onde ele não consegue chegar, podendo receber financiamentos e doações do mesmo, e também de entidades privadas, para tal fim. Atualmente, estudiosos têm defendido o uso da terminologia organizações da sociedade civil para designar as mesmas instituições. É importante ressaltar que ONG não tem valor jurídico. No Brasil, três figuras jurídicas correspondentes no novo Código Civil compõem o Terceiro Setor: associações, fundações e organizações religiosas (que foram recentemente consideradas como uma terceira categoria).
Fome mata seis milhões de crianças por ano
Todos os anos, a fome mata seis milhões de crianças em todo o mundo. Sarampo, diarreia ou malária são só os motivos aparentes deste flagelo. A subnutrição é a única causa que enfraquece os seus sistemas imunitários, impedindo-os de combater doenças banais para a maioria dos países desenvolvidos. A denúncia surge no Relatório sobre a Fome no Mundo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura (FAO), que, sem surpresas, mostra a África subsariana como a região do planeta mais afectada. O documento apresentado ontem, em Roma, durante a 33.ª Conferência da FAO revela que 852 milhões de pessoas em todo o mundo sobrevivem quase sem comida. Daí que, insiste o órgão da ONU, seja fundamental combater o fenómeno para atingir os objectivos do programa Milénio. E a primeira meta é precisamente reduzir a pobreza extrema em 50% até 2015. Na África subsariana, a fome diminui "muito lentamente". Embora se tenham registado progressos desde 1990, "será necessário que a região triplique o ritmo de crescimento para cumprir as metas traçadas pela ONU. O panorama é pessimista, mas verificam-se algumas melhorias a América Latina é a única região em vias de desenvolvimento que reduziu a fome de forma suficientemente rápida desde 1990. A este ritmo, poderá alcançar os objectivos do Milénio. Ásia e Pacífico, indica a FAO, terão também "boas possibilidades" de cumprir o plano da ONU. Os progressos, contudo, são mais difíceis nos países onde a fome é generalizada. Só quatro dos 16 Estados em que 35% da população está subnutrida realizam progressos; o índice dos restantes toma duas direcções mantém-se estável ou cresce. A FAO insiste no facto de a intervenção nos meios rurais ser o ponto determinante para ganhar ou perder a luta contra a pobreza. Nestas zonas, onde vivem três quartos das pessoas com fome, estão os 11 milhões de crianças que morrem antes de completar cinco anos, 530 mil mulheres que não sobrevivem à gravidez ou ao parto e 300 milhões de casos de paludismo. O relatório aponta a fome e a má nutrição como as causas de mais de metade dos casos da mortalidade infantil seis milhões. Para acabar com o flagelo, urge "incentivar a produção agrícola através de investimentos, bom governo, estabilidade política e manutenção da paz interna". Introduzir uma educação de qualidade para as crianças que vivem no campo e melhorar as condições da mulher são também decisivos. As causas e os instrumentos de combate à pobreza estão identificados, mas isso de pouco valerá se as iniciativas não forem implementadas urgentemente, alerta a ONU. Contudo, salienta, os esforços para acabar com a fome "têm diminuído em vez de acelerarem".
Fome na europa
A fome (crise humanitária) é uma crise social e econômica acompanhada de mal nutrição em massa, epidemias e aumento na mortalidade. Apesar de muitos casos de fome em massa coincidirem com falta de suprimentos alimentícios regional ou nacional, fome também tem ocorrido por atos econômicos ou política militar de deprivar certas populações de alimentos o suficiente para garantir a sobrevivência. Históricamente, fomes tem ocorrido por causa de secas, falha de colheita e pestes, e também por causas criadas pelo homem como guerra ou políticas econômicas mal planejadas. Durante o século XX, um estimado numero de 70 milhões de pessoas morreram de fome em todo o globo, dos quais um estimado de 30 milhões morreram durante a fome de 1958-1961 na China. Outros casos terríveis de fome ocorridos durante o século XX foi o desastre de 1942-1945 em Bengala e vários casos de fome durante a União Soviética, incluindo o Holodomor, o caso de fome em massa de Josef Stalin sofrido na Ucrânia entre 1932-33. Outros grandes casos de fome ocorreram pelo final do século XX, como: o desastre de Camboja nos anos 70, a fome de 1984-1985 na Etiópia e a falta de comida generalizada na Coréia do Norte durante os anos 90.